Via Moonwalker – Pedra Riscada – MG

Pedra Riscada, uma das montanhas com as maiores paredes de escalada do Brasil. Já havia lido vários relatos sobre histórias de conquistas e escaladas fantásticas nesse lugar.

Faz um bom tempo que estou me ensaiando para conhecer esse monólito. A minha grande dificuldade estava sendo na logística de Curitiba até São José do Divino em Minas Gerais, 1500 km entre uma cidade e outra, teoricamente, eu precisaria de 6 dias totais (2 dias de ida, 2 de escalada e 2 de retorno).

Nesse mês de junho apareceu um feriadão de 4 dias, de quinta até domingo, se eu pegasse a estrada na quarta-feira próximo à hora do almoço era provável dar certo de escalar na Pedra Riscada dessa vez.

Minha parceira de escalada e esposa Michelle já estava confirmada e nossa amiga Caroline acabou se juntando à nossa viagem uma semana antes de pegarmos a estrada.

Não vou entrar no mérito de quão cansativo, chata e demorada foi a viagem. A previsão era chegar na quinta-feira logo após o almoço para conhecer a base da via, para poupar tempo, mas, o nosso plano falhou devido à um intenso trânsito que pegamos em São Paulo.

Chegamos em São José do Divino já passava das 18:30 e a escuridão já tinha tomado conta, o negócio foi achar um lugar para dormir pois precisávamos reavaliar nossa estratégia.

A estratégia inicial era chegar de dia na Pedra Riscada, iríamos definir se a pernoite seria na base da via ou de barraca ao lado do carro, no dia seguinte assim que o sol apontasse já estaríamos escalando. Com o foco de chegar até a P12 onde seria nossa pernoite no platô do bivaque, no dia seguinte terminar a via e rapelar até o chão, onde pensávamos em chegar no início da noite, bom, esse era nosso planejamento depois de ler vários relatos e levando em consideração que estaríamos em três escaladores.

É claro que muitas vezes não sai como o esperado, já começando pelo horário que chegamos em São José do Divino… Estava tudo escuro e não sabíamos nem pra onde estava a Pedra Riscada!

Achamos um lugar para dormir na cidade e colocamos o relógio as 3:30 da manhã para despertar, tínhamos na mão o descritivo de como chegar na base da via, mais sem visual nenhum.

As 4 horas de manhã estávamos saindo de carro, fomos bem devagar seguindo todas as informações do guia do Flávio Daflon, não lembro quanto tempo levamos, mas começamos a caminhar ainda a noite depois que deixamos o carro no curral.

Quando começou a amanhecer conseguimos identificar melhor a fenda gigantesca onde começa a via.

Já equipados e com a mochila nas costas, as 7 horas de manhã em ponto iniciamos nossa escalada. Nas duas primeiras enfiadas percebi que não iria dar certo de retesar a corda pra cada uma das meninas que escalavam em “A”. Quando elas chegaram na parada pedi para que as duas subissem simultaneamente, assim eu podia retesar a corda dupla por igual, dessa forma não me desgastaria muito.

Depois disso a escalada rendeu muito, como as primeiras enfiadas são muito parecidas era só fazer quase o mesmo sistema que ganhávamos altura rapidamente.

As 10:15 estávamos na P7, também conhecido como “Platô Bom”, ficamos contentes com a progressão que estava mais rápida do que tínhamos programado.

Para nossa alegria as 12:40 chegamos na P12, no Platô do Bivaque, só comemos alguma coisa e largamos tudo ali para continuar a via e finaliza-la ainda de dia.

Posso estar enganado mais me pareceu que a partir do Platô de Bivaque a via Moonwalker não é tão escalada quanto a primeira parte, a via é muito mais suja, muito cristal quebrando no pé ou na mão.

O crux é bem protegido, sem problemas de passar. O que me pegou um pouco foram as duas últimas enfiadas, no croqui mostrava “Expo”, com 3 proteções em uma enfiada de 60 metros, eu pelo menos só achei uma proteção na enfiada inteira.

As 16:40 da tarde finalizamos a via Moonwalker, ainda com luz começamos a rapelar até o Platô, tanto eu quanto as meninas muito contentes pela bela via que tínhamos acabado de escalar, além da sincronia que rolou entre os três escaladores que foi ótima.

De volta a P12, comemos e bebemos antes da merecida noite de descanso.

No dia seguinte só faltava rapelar as 12 enfiadas e caminhar até o carro, descemos sem nenhum problema, de vez enquanto a corda “encachorrava” mais nada que um pouco de paciência não resolvesse, corda de 60 é fundamental, pois alguns rapeis dão na estica.

Três horas de descida e as 11 horas chegamos no carro bem contentes de ter escalado a famosa Pedra Riscada.

Michelle e Caroline, mandaram bem pra caralho na via, sincronia, experiência e muita boa vontade! Todos conseguimos escalar a via Moonwalker, 1010 metros de parede, excelente escalada.

Bora voltar para casa meninas e começar a planejar a próxima!!!!!!

 

Saída da cidade para a Pedra Riscada, tem uma placa indicativa na direita.

Saída da cidade para a Pedra Riscada, tem uma placa indicativa na direita.

Placa Indicativa. Se vc estiver com o guia do Flavio Daflon esse é o ponto de partida que o guia fala.

Placa Indicativa. Se vc estiver com o guia do Flavio Daflon esse é o ponto de partida que o guia fala.

Pedra Riscada ao fundo e o curral a esquerda, ponto de referencia para deixar o carro e começar a caminhada.

Pedra Riscada ao fundo e o curral a esquerda, ponto de referencia para deixar o carro e começar a caminhada.

Foto retirada da internet, essa foto ficou boa para mostrar a base da via.

Foto retirada da internet, essa foto ficou boa para mostrar a base da via.

Equipando para começar a escalada.

Equipando para começar a escalada.

Michelle dando segue, inicio da segunda enfiada.

Michelle dando segue, inicio da segunda enfiada.

Segunda enfiada, a partir desse ponto começa as canaletas.

Segunda enfiada, a partir desse ponto começa as canaletas.

Inicio das canaletas.

Inicio das canaletas.

Como falou a Michelle "a corda dançando ao som de Moonwalker"

Como falou a Michelle “a corda dançando ao som de Moonwalker”

Natan, Michelle e Carol, uma das canaletas.

Natan, Michelle e Carol, uma das canaletas.

Paradinha na P7, Platô Bom.

Paradinha na P7, Platô Bom.

Platô do Bivaque, 12° parada, só largamos as coisas para continuar escalando.

Platô do Bivaque, 12° parada, só largamos as coisas para continuar escalando.

Se não me engano essa é o inicio da 13 enfiada.

Se não me engano essa é o inicio da 13 enfiada.

Passando o crux da via.

Passando o crux da via.

Crux meio farelento mais bem protegido.

Crux meio farelento mais bem protegido.

Pedra Baiana ao fundo.

Pedra Baiana ao fundo.

Michelle escalando a última enfiada.

Michelle escalando a última enfiada.

Se puxar um zoom da pra ver a estrada, o curral onde deixamos o carro e a trilha de acesso até a base da via.

Se puxar um zoom da pra ver a estrada, o curral onde deixamos o carro e a trilha de acesso até a base da via.

Final da via Moonwalker.

Final da via Moonwalker.

Michelle e Carol no final da via já recolhendo corda.

Michelle e Carol no final da via já recolhendo corda.

Mais uma do final da via com o sol indo embora.

Mais uma do final da via com o sol indo embora.

E a preguiça de levantar fica aonde.

E a preguiça de levantar fica aonde.

Esperando as meninas rapelarem.

Esperando as meninas rapelarem.

Meninas rapelando.

Meninas rapelando.

Carol, Natan, Michelle e a Pedra Riscada.

Carol, Natan, Michelle e a Pedra Riscada.

Pedra Riscada, pessoalmente ela é gigantesca.

Pedra Riscada, pessoalmente ela é gigantesca.

Natan, Michelle e Carol, valeu pela parceria meninas, tesão de escalada.

Natan, Michelle e Carol, valeu pela parceria meninas, tesão de escalada.

 

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